Desde tenra idade…


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Sócrates vs. Sócrates

Um era filósofo, outro é engenheiro
Um queria sabedoria, outro quer é dinheiro
Um bebeu Cicuta
Outro (Dona Guidinha, se me estiver a ler, por favor complete a rima…)

A opinião das putas…

O Exorcísmico foi até Monsanto, Intendente, Cais do Sodré, Técnico, etc. de modo a recolher, junto das profissionais do sexo, opiniões sobre o processo Charrua, onde, alegadamente, o arguido Fernando Charrua, terá chamado “filho da puta” ao gajo com nome de filósofo.

Eis uma amostra dos resultados:

– Sei lá, tive tantos…

– Ele meu filho não é! Livra!

– Antes puta que mãe do Sócrates!

– Eh, amigo! Somos putas mas temos dignidade…

Colecção ME Primavera/Verão 2007

À venda nas melhores casas da especialidade (feiras)

Textos esquecidos II

Artigo 42º
(Liberdade de criação cultural)

1. É livre a criação intelectual, artística e científica.

2. Esta liberdade compreende o direito à invenção, produção e divulgação da obra científica, literária ou artística, incluindo a protecção legal dos direitos de autor.

(Constituição da República Portuguesa)

Textos esquecidos I

Artigo 19°

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

(Declaração Universal dos Direitos Humanos)

What do teachers really make? Taylor Mali explains…

O que fazem realmente os professores? Taylor Mali explica…

Tentativa (atabalhoada) de tradução:

Diz ele que o problema dos professores é – “O que é que um miúdo que vai aprender de alguém que decidiu que sua melhor opção na vida foi tornar-se professor?” – e lembra aos outros convidados do jantar que é verdade o que dizem sobre professores – “Aqueles que podem, fazem, aqueles que não podem, ensinam.”

Eu decido morder a minha língua em vez da sua e resistio ao impluso de lembrar os outros convidados que é também verdade o que dizem dos advogados… Mas, ao fim ao cabo, estamos a comer, e a conversa deve ter algum nível…

“Quer dizer, você é professor, Taylor. Honestamente, o que você fazem?” – Mais valia que não o tivesse feito (pedir-me honestidade) (…) – Pediste-as, vais ter que as levar!

Queres saber o que eu faço?

“Eu faço os miúdos trabalhar mais duramente do que alguma vez pensavam que podiam.

“Posso fazê-los sentir que um 3- é uma condecoração, mas posso fazê-los sentir um 4+ como uma punição. Como se atrevem a desperdiçar o meu tempo quando não é para darem o seu melhor!

Queres saber o que eu faço?

“Faço os miúdos sentar-se durante 40 minutos numa sala de estudo em silêncio absoluto.

“Não, não podem trabalhar em grupos.

“Não, não podem fazer perguntas (podes baixar o braço)…

“Porque é que não te deixo ir ao WC? Porque estás é aborrecido e não precisas mesmo de ir, não é verdade?

Queres saber o que eu faço?

“Faço pais tremer de medo quando lhes ligo para casa à hora do jantar:

“Olá, é Professor Mali. Espero não estar a ligas a más horas… Queria apenas informá-lo de uma coisa que o seu filho fez hoje. Ele disse:

“Deixa esse miúdo em paz. Eu ainda choro às vezes, tu não?”

“E foi o mais nobre acto de coragem que eu já vi! – Faço os pais ver os seus filhos pelo que são e pelo que podem vir a ser.

Queres saber o que eu faço?

“Faço-os duvidar.

“Faço-os criticar.

“Faço-os pedir desculpa mas com sinceridade.

“Faço-os escrever, escrever, escrever. E depois faço-os ler.

“Obrigo-os a soletrar na perfeição, na perfeição, na perfeição… repetidamente, e mais uma vez, até que deixem de soletrar erradamente de uma vez por todas.

“Faço-os mostrar todo seu trabalho na matemática… E depois “escondê-lo” nos seus textos em Inglês.

“Faço-os perceber que se tiverem isto (aponta para a cabeça) vão seguir isto (aponta para o coração). E se alguém os tentar julgar pelo que fazem, que respondam com isto (estica o dedo médio).

(…)

Eu faço a diferença! E tu?